DNA pode provar que eu sou judeu?

B"H

#200 : 22 de Maio - 4 de Sivan de 5775

Exame de DNA pode atestar que sou judeu?

Shalom Friend,

Uma vez por mês dou uma aula para um grupo de pessoas chamado de Bnei Noach. São pessoas que querem seguir a Torá, mas não estão prontas para aceitar plenamente todos os 613 mandamentos. Em vez disso, aceitam as sete leis de Noé, que também foram dadas no Monte Sinai. Depois de uma das classes, um indivíduo disse que estava pensando em fazer um exame de DNA para provar a sua ascendência judaica. Pode um teste de DNA provar sua condição de judeu?

Teste de DNA pode provar se existe uma conexão biológica entre duas pessoas, como um pai a um filho. No entanto, descobrir a ascendência judaica é ainda mais complicado. As empresas que fazem este tipo de exame comparam os genes do paciente com outros vários armazenados em seu banco de dados. Se alguém disse que era judeu e seu gene for semelhante ao do paciente, então o resultado diria que há uma porcentagem judaica. Não será evidente se o gene judeu segue do lado materno, se o gene correspondente é realmente de uma pessoa que é 100% judia, ou se o analista de DNA apenas decidiu fornecer tal resposta baseado em um capricho .

Então, como se prova o ser judeu?

Quando Moisés contou Bnei Israel no deserto do Sinai, ele disse às pessoas que lhe fornecessem documentos que provassem sua linhagem juntamente com testemunhas de seu nascimento. Ele precisava saber se a tribo específica que a pessoa alegou ser parte dela realmente era verdade. Naqueles dias a documentação e as testemunhas foram suficientes, mas o que é necessário hoje em dia?

1) Documentação que confirme a mãe sendo judia. Por exemplo, uma Ketubá, documento de enterro em cemitério judaico, ou um registro no governo com a religião da pessoa sendo Judaica. No entanto, não é prova documentada suficiente, uma vez que podem ser forjadas e erros cometidos. É preciso haver prova mais prática.

2) A pessoa vive como um judeu. Ele come apenas alimentos kasher, mantem o Shabat, participa na sinagoga, e vai além da letra da lei, são todas as provas. Infelizmente se vestir como um judeu não é prova. Um membro da comunidade disse esta semana, "Eu estava dirigindo e vi uma família não-judia com todos os homens e meninos vestidos com Kipá e tzitzit. Parecia estranho que eu, um judeu, não estou me vestindo assim. "

3) A pessoa tem um nome judeu de nascença, e não apenas se autonomeou um nome pseudo judaico. Os nomes e religião deve ser rastreado até três gerações da mãe.

4) A pessoa fala um dialeto judaico (Yidish / Hebraico / Hakitia) ou tem tradições judaicas transmitidas pelo lado materno.

Estas não são provas definitivas, mas são certamente mais concretas, comparando ao teste de DNA. Que possamos abraçar a renomeação de ser a nação judaica em Shavuot e vivê-la com alegria!

Shabat Shalom,

Rabino Arieh Raichman


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A Torá é o objeto mais precioso na vida judaica e foi transmitida de geração em geração, sem uma única mudança. É o nosso símbolo de união e de conexão, pois assim como a falta de uma letra torna um rolo de Torá incompleto, todo e cada judeu é uma parte vital e essencial da nação judaica

Um dos 613 mandamentos que nos é dado é escrever um Sefer Torá. Desde que o homem comum não é um escriba treinado, Maimônides explica que uma pessoa pode observar esta mitzva contratando um escriba para escrever, um rolo de Torá em seu nome. Ao dedicar uma letra, parasha, ou livro no Sefer Torá do Beit Chabad Manaus você pode cumprir a obrigação importante e tornar-se um elo de uma cadeia eterna.

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Vida Judaica

O Midrash nos afirma que o Monte Sinai não era a mais alta e a mais esplêndida das montanhas. Na verdade, é descrito como sendo a menos alta de todas as montanhas que poderiam ter sido escolhidas. Apesar disso, D'us escolheu o Sinai para a Outorga da Torá para ensinar-nos uma importante mensagem: dizer-nos que a humildade é um pré-requisito para o estudo de Torá.

Fonte: chabad.org.br

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Porção da Torá: Bamidbar
Programa Semanal

Sexta-feira- 22 de Maio Kabalat Shabbat às 19h

Shabat- 23 de Maio Shacharit às 9:30h

Domingo- 24 de Maio Shacharit às 11h Leitura dos 10 Mandamento 12h

Segunda feira- 25 de Maio Shacharit às 9:30h

Perguntas e Respostas

Qual o motivo de termos fotos de tsadikim (justos) em nossas residências? O judaísmo não condena a idolatria?

Na história do Êxodo do Egito, encontramos a figura de Moshê Rabênu (Moisés). D'us tentou convencer Moshê durante uma semana para que aceitasse ser o emissário Divino para libertar o povo da escravidão. No final, Moshê se convenceu, e tornou-se o personagem de maior importância no Êxodo. Após a abertura do Mar Vermelho, e a milagrosa salvação do povo, consta no versículo (Shemot 14:31): "Acreditaram em D'us e em Moshê, Seu servo." Vemos que este versículo compara a fé em D'us à de Moshê.

Por que será que D'us necessitou de Moshê para libertar seu povo? Ele não podia fazê-lo sozinho? Na verdade encontramos na Hagadá de Pêssach que D'us veio pessoalmente ao Egito para matar os primogênitos e libertar o povo, sem ter mandado um anjo ou emissário. Portanto, devemos afirmar que a presença de Moshê no Êxodo não veio "auxiliar" a D'us, porém havia uma conotação mais profunda.

O conceito de "Mitsráyim" (traduzido como Egito), literalmente significa "limitações". A escravidão do Egito era oriunda de um estado espiritual de limitações, ou seja, impedimentos no serviço Divino. Isto significa que o fato de estarem fisicamente no Egito como escravos se devia ao estado espiritual inferior em que se encontravam. Não eram apenas escravos do Faraó, mas principalmente, escravos do próprio mau instinto. Os judeus se encontravam então no mais baixo nível de impureza.

Para ocorrer o êxodo físico, era antes necessário a libertação espiritual e a busca de conceitos mais Divinos, como dizem nossos Sábios (Avot 6:2): "Não existe uma pessoa livre, senão aquela que se dedica ao estudo de Torá." Porém, o povo se encontrava muito afastado de D'us, e para aproximá-lo era necessário um intermediário. Aqui surgiu a importância de Moshê Rabênu. Por um lado era ele um ser humano; por outro lado, era totalmente anulado perante D'us. D'us poderia Sozinho libertar o povo judeu da escravidão física, porem era necessária a figura de Moshê para libertá-los espiritualmente e aproximá-los de D'us.

Por isto, Moshê Rabênu é chamado pelo Zôhar de Ra'yá Mehemná (lit., "pastor fiel"), porém este conceito pode ser interpretado como "o pastor da fé", ou seja, ele pastoreia, i.e., alimenta o povo judeu com fé. Por isto, a fé em Moshê foi comparada no versículo à fé em D'us, pois é Moshê que aproxima o povo de D'us.

O sagrado Zôhar afirma que existe em cada geração uma expansão de Moshê Rabênu. Este é o líder, o tsadic da geração. Também é chamado de Ra'yá Mehemná (o pastor da fé), tal como o primeiro Moshê; e serve como elo de ligação entre D'us e o povo.

A ligação com o tsadic fortalece a conexão com D'us. Este é o sentido da pessoa do Rebe, aquele que fortalece nossa fé e nos mostra o caminho aos Céus.

Quando D'us criou o homem, consta na Torá (Bereshit 1:27): "D'us criou o homem em Sua forma..." Ao cometer uma falha, a face do homem perde o semblante Divino. No entanto, os tsadikim, que não têm falhas, contêm em sua face esta forma Divina, servindo de inspiração ao serviço Divino.

Este é o sentido de ter uma foto do Rebe em nossa casa, e carregá-la seja onde for; pois somente o fato de observá-la nos serve de inspiração para reforçar nosso elo com D'us, elevando-nos espiritualmente. Isso nos traz bênção e proteção físicas, pois a libertação das limitações espirituais influencia diretamente a libertação dos problemas materiais.

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24-25 de Maio -Shavuot

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